Encontrei um livro muito bom cá em casa... deve ter sido escrito nos anos 50 e chama-se "Noiva, esposa e mãe - moral, etiqueta, preceitos domésticos, conselhos de beleza, enfermagem, puericultura" - abrangente, portanto!
Em nome da pesquisa, estive a lê-lo esta tarde, saltando as partes enfadonhas (que, a propósito, no livro refere que nunca se deve fazer por ser um bom exercício mental) e cheguei à conclusão que é digno de figurar aqui no blog! Por isso, a partir de agora, e à semelhança das leis estúpidas, vão aqui ver coisas sobre como tirar a ferrugem de uma bicicleta com banha de porco ou a constante ideia que o trabalho liberta!
Mas, continuando, descobri que as jovens raparigas que despertavam para a aurora da vida deviam começar o seu enxoval aos 15 anos... E também que "...a vida das raparigas é feita de lindos sonhos, mas também de secretos e humanos anceios.", para além de que o maior sonho de uma jovem é o casamento... E aparentemente a vida acabava logo ali! Era o maior sonho e depois toca a trabalhar!
Sim, porque pelo que eu percebi, o marido só servia para trazer o dinheiro para casa! E já fazia muito! A mulher deveria agradecer ao seu marido todos os dias!
De resto, ela cozinhava (mesmo que tivesse uma criada, está explícito que ela não saberia fazer pratos requintados, a parvalhona!), governava a casa, fazia exercício enquanto limpava (sim, há conselhos sobre isso...), ia ao mercado, arranjava bicicletas e tinha de o fazer com roupas, penteados e unhas imaculados!
A mulher perfeita dos fifties!!